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sexta-feira, 10 de julho de 2015

De volta ao passado#25 - Os momentos que merecem ser recordados! Parte1

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    A recta final do meu projecto pessoal, aproxima-se, este “De volta ao passado”, tem-me ajudado muito, poder exprimir por palavras o turbilhão de acontecimentos e de sentimentos, de pouco mais de 3 meses, os 3 primeiros meses de vida dos meu Filhos.
Esta caminhada tem sido libertadora, difícil de recordar, sem dúvida, mas alivia um pouco mais a dor dum futuro incerto.

Hoje quero recordar momentos, nunca soube muito onde encaixa-los nos relatos anteriores e antes de escrever sobre a cirurgia da minha Pequerrucha, quero pôr por palavras os momentos menos bons, porque existiram e feriram-me e os momentos que eram pura felicidade, porque todos eles fazem parte da nossa história.

  • Quando pus os olhos pela primeiras vez, em cima de dois ser tão pequeninos!
Eu não sabia o que era ser mãe, tinha duvidas se iria ser uma mãe competente, morria de medo de não saber cuidar deles, ainda por cima vieram ao pare! Achava que não conseguiria dar atenção nem a um nem a outro, que não saberia lidar com os choros duplos, com a alimentação. Todos diziam, “ pões a mamar os dois ao mesmo tempo, um em cada mama”, para ser sincera essa ideia nunca me cativou e louvo quem o consegue fazer, mas eu achava que não daria a atenção, mimo suficiente nem a um nem a outro.
Mas eles, eles eram lindos, quando olhei para eles, tudo se iluminou, não eram enrugados, uma pele limpa, não tinham sobrancelhas nem pestanas, as unhas eram uma pele finíssima, pelinho pelo corpo todo, descobri que o meu menino, tinha, (e ainda hoje tem), um buraquinho acima da cada orelha, é verdade, tudo era ENORME para eles.
A partir desse momento, uma luz no meu coração acendeu-se.

  • Poder alimenta-los, mesmo que por sonda.
A hora de “mamar” era sempre especial, podia não poder lhes dar mama, mas os enfermeiros, deixavam-me segurar a seringa que continha o leite que descia pela sonda, podem achar ridículo, mas sentia que era o nosso momento, de mãe para filho, podia não estar encostado a minha mama nem ou meu coração, mas enquanto segurava a seringa com uma mão a outra acariciava-os. Com o passar dos dias, aos poucos e com ajuda da xuxa, dava-lhe leite a boca, pois não era só sentirem-se saciados, eu achava que tinha de saber qual o gosto do leite. Claro, com autorização dos médicos, comecei a molhar a xuxa no leite enquanto ele descia pela sonda. Bem..., era tão magico, eles xuxavam com tanto fervor, com tanta satisfação, que o meu coração preenchia-se a cada dia.

  • Os cocós e os xixis!
Só as mãe para se alegrarem com estas duas palavras, então mães de prematuras, muito mais ainda. Cada xixi, que no caso da Princesa eram quantificados, cada cocó, era uma vitoria.
Fazerem as necessidades por eles próprios, indicava que o organismo estava a reagir muito bem, que estava a crescer. Portanto, cada muda de fralda era um sentimento duma batalha já vencida, entusiasmada, as fraldas eram mudadas, com muito cuidado, dobradas a meio da barriga, aconchegadas a eles.

  • Teste do pezinho e outras maldades.
Eles eram muito pequeninos, tiveram de realizar 2 teste do pezinho, coisa de prematuros.

Sofri, imenso, chorei, solucei, como disse a enfermeira, doeu mais a mim do que a eles, pois tanto um como outro, não deitaram lágrima, não resmungaram, era como se de nada fosse nada. O sangue foi retirado do punho deles, sim outra coisa de prematuros, a mão deles, era dobrada para frente, para consegui um boa veia para as gotas de sangue caírem certeiras no papel, foi a primeira maldade que assisti, as outras, as vacinas, as colheitas e sangue, os exames, todas elas doeram-me, sofri, mas deixei as lágrimas de parte, o meu coração chorava por mim, mas não queria que os meus filhos vissem a minha tristeza, como podia pedir-lhes para serem fortes, que tivessem coragem, se eu estava lavada em lágrimas, então sobrepûs a lógica ao coração e fiz-me tão forte quanto os meus meninos, para nunca os deixar ficar mal.

Continua*

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